Quem sou eu

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Salvador, Bahia, Brazil
A língua está em mim, me perpassa, faz parte da minha formação como ser social inserido num grupo. Compõe ainda a minha própria formação acadêmica já que resolvi após o primeiro curso superior (Administração), cursar Letras. Essa língua me representa em todos meus conflitos, pois suas características são iguais as minhas, um ser multifacetado, de exterior sóbrio e estático, mas no íntimo um turbilhão em movimento. Assim como um rio congelado que apresenta a sua superfície estática, mas o seu interior está sempre em movimento, num curso perene. Capacidade de adaptação e compreensão com singularidade e regionalidades tolerantes como próprios à língua. Escrever é para mim, como respirar, sinto essa necessidade e é através da escrita como afirmou Aristóteles que transitamos desde o terror até a piedade de nós mesmos e do outro. Esse ofício da escrita nos eleva, nos projeta, nos ressignifica quando tocamos o outro com as nossas palavras, seja no universo ficcional, biográfico ou autobiográfico. Escrever é uma necessidade, escrever é transpirar no papel as nossas leituras.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

MIGALHAS


Sempre foi assim, comia as migalhas. Não era muito de reclamar, aceitava sempre tudo que lhe ofertavam isso por que até a sua própria família o desprezava.
Os irmãos o torturavam emocionalmente. Acredite, eles entraram num concílio para deixar de falar com ele, até os cumprimentos básicos.
Vivia isolado de tudo e de todos, apesar de não viver em cárcere privado.
Talvez tenha vindo daí o seu gosto pela leitura, lia tudo o que encontrava, seus amigos eram os livros, apreciava as explicações e logo após fazia os exercícios propostos como quem respondesse as perguntas dos seus amigos; os livros.
Aprendeu a ser autodidata e virou destaque nas escolas em que passou. Hoje é bem sucedido na vida profissional, não guarda mágoas dos irmãos, apesar de ainda não ter sido amado como acredita que merece ser.
As migalhas melhoraram, até se relacionou com um cara que não exigia nada em troca, era sexo por sexo, a esse não precisava pagar, ou agradar com presentes.
Seu nome? Era Léo, Ele ligava sempre que estava a fim de se divertir com o jovem carente de afetos.

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