Quem sou eu

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Salvador, Bahia, Brazil
A língua está em mim, me perpassa, faz parte da minha formação como ser social inserido num grupo. Compõe ainda a minha própria formação acadêmica já que resolvi após o primeiro curso superior (Administração), cursar Letras. Essa língua me representa em todos meus conflitos, pois suas características são iguais as minhas, um ser multifacetado, de exterior sóbrio e estático, mas no íntimo um turbilhão em movimento. Assim como um rio congelado que apresenta a sua superfície estática, mas o seu interior está sempre em movimento, num curso perene. Capacidade de adaptação e compreensão com singularidade e regionalidades tolerantes como próprios à língua. Escrever é para mim, como respirar, sinto essa necessidade e é através da escrita como afirmou Aristóteles que transitamos desde o terror até a piedade de nós mesmos e do outro. Esse ofício da escrita nos eleva, nos projeta, nos ressignifica quando tocamos o outro com as nossas palavras, seja no universo ficcional, biográfico ou autobiográfico. Escrever é uma necessidade, escrever é transpirar no papel as nossas leituras.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

MULHER NO AVESSO




Ela olha para seu interior na busca de encontrar sua significância. Olha novamente, insiste nesse exercício. Na sua introspecção percebe sua insignificância diante de um universo macro.
Seu interior um emaranhado de sentimentos, composto de fragmentos de almas.
Almas. Amores antigos, amores perdidos. Desilusões que colecionara na construção desse mosaico que agora é sua essência.
Identifica-se com o vazio, o não, lhe é familiar, nunca fora amiga do sim. A vida sempre lhe aproximou da dor e do descaso. Aprendera muito cedo que o instante é tudo, isso porque tudo o que tivera sempre foi efêmero, curto demais para pensar sobre, viver o momento,  era  para ela, fundamental. O amanhã ficava para depois aproveitar a emoção diária era sua preocupação, o mais fica para depois.

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