Ela olha para seu interior na busca de encontrar sua significância. Olha novamente, insiste nesse exercício. Na sua introspecção percebe sua insignificância diante de um universo macro.
Seu interior um emaranhado de sentimentos, composto de fragmentos de almas.
Almas. Amores antigos, amores perdidos. Desilusões que colecionara na construção desse mosaico que agora é sua essência.
Identifica-se com o vazio, o não, lhe é familiar, nunca fora amiga do sim. A vida sempre lhe aproximou da dor e do descaso. Aprendera muito cedo que o instante é tudo, isso porque tudo o que tivera sempre foi efêmero, curto demais para pensar sobre, viver o momento, era para ela, fundamental. O amanhã ficava para depois aproveitar a emoção diária era sua preocupação, o mais fica para depois.


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