As datas não importava, não seguia as campanhas do marketing social
que demarca o ano com suas festas mais significativas Carnaval, Pascoa, Mães, Pais, Crianças e o Natal.
Para aquela família não havia nada disso, viviam num limbo atemporal,
direcionavam suas energias e expectativas para sobreviver à existência. A vida sem
vida não seria possível, viver pressupõe existir bem, com a chamada; qualidade de
vida que as agências de estudo econômico tanto comentam, elas utilizam um
indicador que avalia as condições das famílias (IDH). Se analisassem a família em
questão perceberiam que existe estatísticas que nunca foram catalogadas.
O dia era pequeno em 24 horas para que essa família ganhasse o
sustento necessário para o aluguel, a alimentação, as roupas, e os matérias
necessários para os estudos.
Eram como autômatos, foram programados para trabalhar
constantemente, sem recompensas satisfatórias, eram alheios a tudo, o único
pensamento que invadia as suas mentes era o da sobrevivência que produzia um
sentimento de desespero a cada novo dia, diante das incertezas da vida.


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