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Salvador, Bahia, Brazil
A língua está em mim, me perpassa, faz parte da minha formação como ser social inserido num grupo. Compõe ainda a minha própria formação acadêmica já que resolvi após o primeiro curso superior (Administração), cursar Letras. Essa língua me representa em todos meus conflitos, pois suas características são iguais as minhas, um ser multifacetado, de exterior sóbrio e estático, mas no íntimo um turbilhão em movimento. Assim como um rio congelado que apresenta a sua superfície estática, mas o seu interior está sempre em movimento, num curso perene. Capacidade de adaptação e compreensão com singularidade e regionalidades tolerantes como próprios à língua. Escrever é para mim, como respirar, sinto essa necessidade e é através da escrita como afirmou Aristóteles que transitamos desde o terror até a piedade de nós mesmos e do outro. Esse ofício da escrita nos eleva, nos projeta, nos ressignifica quando tocamos o outro com as nossas palavras, seja no universo ficcional, biográfico ou autobiográfico. Escrever é uma necessidade, escrever é transpirar no papel as nossas leituras.

quarta-feira, 4 de abril de 2012

I.D. H.



As datas não importava, não seguia as campanhas do marketing social que demarca o ano com suas festas mais significativas Carnaval, Pascoa, Mães, Pais, Crianças e o Natal.
Para aquela família não havia nada disso, viviam num limbo atemporal, direcionavam suas energias e expectativas para sobreviver à existência. A vida sem vida não seria possível, viver pressupõe existir bem, com a chamada; qualidade de vida que as agências de estudo econômico tanto comentam, elas utilizam um indicador que avalia as condições das famílias (IDH). Se analisassem a família em questão perceberiam que existe estatísticas que nunca foram catalogadas.
O dia era pequeno em 24 horas para que essa família ganhasse o sustento necessário para o aluguel, a alimentação, as roupas, e os matérias necessários para os estudos.
Eram como autômatos, foram programados para trabalhar constantemente, sem recompensas satisfatórias, eram alheios a tudo, o único pensamento que invadia as suas mentes era o da sobrevivência que produzia um sentimento de desespero a cada novo dia, diante das incertezas da vida.

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