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A língua está em mim, me perpassa, faz parte da minha formação como ser social inserido num grupo. Compõe ainda a minha própria formação acadêmica já que resolvi após o primeiro curso superior (Administração), cursar Letras. Essa língua me representa em todos meus conflitos, pois suas características são iguais as minhas, um ser multifacetado, de exterior sóbrio e estático, mas no íntimo um turbilhão em movimento. Assim como um rio congelado que apresenta a sua superfície estática, mas o seu interior está sempre em movimento, num curso perene. Capacidade de adaptação e compreensão com singularidade e regionalidades tolerantes como próprios à língua. Escrever é para mim, como respirar, sinto essa necessidade e é através da escrita como afirmou Aristóteles que transitamos desde o terror até a piedade de nós mesmos e do outro. Esse ofício da escrita nos eleva, nos projeta, nos ressignifica quando tocamos o outro com as nossas palavras, seja no universo ficcional, biográfico ou autobiográfico. Escrever é uma necessidade, escrever é transpirar no papel as nossas leituras.

sexta-feira, 13 de abril de 2012

O REPRESENTAR NA MODERNIDADE



Tendo Platão e Aristóteles tratado da representação clássica, em que para o primeiro a arte possuía fins didáticos e éticos, e para o segundo a arte era considerada imitação do mundo real, Cervantes inaugura a modernidade da representação com sua obra “Dom Quixote de La Mancha”.
A obra de Cervantes chama atenção para a crise que se instaura na linguagem, demonstrada através de valores antigos (ética dos antigos cavaleiros medievais). Há um choque linguístico e cultural porque o personagem está inserido num mundo em que destoa dos seus próprios valores éticos e culturais.
Nesse período havia uma associação do signo ao objeto sem questionamentos (arbitrária), o que irá acarretar na modernidade uma crise na linguagem e consequentemente na literatura, por essa trabalhar com uma linguagem (a literatura tem a sua representação através da linguagem).
Segundo Compagnon (1999) se representamos algo, no mínimo há um real (referente), porém não palpável, por ser representado através dos recursos da linguagem. Essa real que nos é representado através da linguagem, não conhecemos, tomamos conhecimento desse real através dos discursos históricos.

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