Quem sou eu

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Salvador, Bahia, Brazil
A língua está em mim, me perpassa, faz parte da minha formação como ser social inserido num grupo. Compõe ainda a minha própria formação acadêmica já que resolvi após o primeiro curso superior (Administração), cursar Letras. Essa língua me representa em todos meus conflitos, pois suas características são iguais as minhas, um ser multifacetado, de exterior sóbrio e estático, mas no íntimo um turbilhão em movimento. Assim como um rio congelado que apresenta a sua superfície estática, mas o seu interior está sempre em movimento, num curso perene. Capacidade de adaptação e compreensão com singularidade e regionalidades tolerantes como próprios à língua. Escrever é para mim, como respirar, sinto essa necessidade e é através da escrita como afirmou Aristóteles que transitamos desde o terror até a piedade de nós mesmos e do outro. Esse ofício da escrita nos eleva, nos projeta, nos ressignifica quando tocamos o outro com as nossas palavras, seja no universo ficcional, biográfico ou autobiográfico. Escrever é uma necessidade, escrever é transpirar no papel as nossas leituras.

quarta-feira, 6 de junho de 2012

INCOMPLETUDE




O que há dentro de nós? Sentimentos avulsos, emoções clandestinas, razões alheias, desejos proibidos.
Anseios antigos, sonhos constantes, a ânsia do desejo. A incompletude do ser, perdemos a outra metade, terá sido no Éden?
E a solidão de Adão no jardim? Não!
Ela já existia, é anterior ao Paraíso.
A desordem das coisas no interior humano é antes de tudo, uma energia em constante transformação, o que é capaz de gerar sentimentos mil, ora alegres, ora tristes, ora o desejo, a satisfação ou o desanimo, a frustação. A verdade é que tais sentimentos nos movem como se fossem o combustível humano.
Sentimentos inundam o espirito que agita a alma que move o corpo.
Corpo este, reflexo de todas as turbulências.

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