Quem sou eu

Minha foto
Salvador, Bahia, Brazil
A língua está em mim, me perpassa, faz parte da minha formação como ser social inserido num grupo. Compõe ainda a minha própria formação acadêmica já que resolvi após o primeiro curso superior (Administração), cursar Letras. Essa língua me representa em todos meus conflitos, pois suas características são iguais as minhas, um ser multifacetado, de exterior sóbrio e estático, mas no íntimo um turbilhão em movimento. Assim como um rio congelado que apresenta a sua superfície estática, mas o seu interior está sempre em movimento, num curso perene. Capacidade de adaptação e compreensão com singularidade e regionalidades tolerantes como próprios à língua. Escrever é para mim, como respirar, sinto essa necessidade e é através da escrita como afirmou Aristóteles que transitamos desde o terror até a piedade de nós mesmos e do outro. Esse ofício da escrita nos eleva, nos projeta, nos ressignifica quando tocamos o outro com as nossas palavras, seja no universo ficcional, biográfico ou autobiográfico. Escrever é uma necessidade, escrever é transpirar no papel as nossas leituras.

segunda-feira, 18 de junho de 2012

PAST



Hoje reencontrei o meu passado, avistei-o de longe, nenhuma emoção senti, achei-me indiferente, acho que nunca houve um sentimento, apenas conformação do momento.
Permaneci ausente observando ao longe, não quis contato. Medo? Talvez. Poderia ocorrer uma recaída, e voltar ao passado é sempre infrutífero.
Aprendemos quando avançamos, nunca quando regredimos. Hoje o tempo parou, um evento parou a rotina, todos estão estáticos, inertes, congelados no instante chamado passado.
 O corpo quer prosseguir, mas a mente teima em retroceder e as emoções como um calabouço, enclausura os indivíduos a sentimentos angustiantes.

Nenhum comentário:

Postar um comentário