Quem sou eu

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Salvador, Bahia, Brazil
A língua está em mim, me perpassa, faz parte da minha formação como ser social inserido num grupo. Compõe ainda a minha própria formação acadêmica já que resolvi após o primeiro curso superior (Administração), cursar Letras. Essa língua me representa em todos meus conflitos, pois suas características são iguais as minhas, um ser multifacetado, de exterior sóbrio e estático, mas no íntimo um turbilhão em movimento. Assim como um rio congelado que apresenta a sua superfície estática, mas o seu interior está sempre em movimento, num curso perene. Capacidade de adaptação e compreensão com singularidade e regionalidades tolerantes como próprios à língua. Escrever é para mim, como respirar, sinto essa necessidade e é através da escrita como afirmou Aristóteles que transitamos desde o terror até a piedade de nós mesmos e do outro. Esse ofício da escrita nos eleva, nos projeta, nos ressignifica quando tocamos o outro com as nossas palavras, seja no universo ficcional, biográfico ou autobiográfico. Escrever é uma necessidade, escrever é transpirar no papel as nossas leituras.

sábado, 23 de março de 2013

RESPIRO




                            
                    Não existo, já não sei o que há em mim, me procuro entre os muitos, os múltiplos, ora sou repleto, ora estou incerto, a euforia do primeiro contato me empolga.
                    Desiludo quando o contato não retorna, não atende, não responde, não compreende...
...minha necessidade de encontrar, minha busca por amar, vontade de compartilhar.
                   Anteontem estive realizado por um momento, o perfil era ideal, mas num instante fatal, o desinteresse formal.
                  Não responde, não atende, não retorna, não explica a razão da ausência;
brincadeira ou desinteresse?

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