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A língua está em mim, me perpassa, faz parte da minha formação como ser social inserido num grupo. Compõe ainda a minha própria formação acadêmica já que resolvi após o primeiro curso superior (Administração), cursar Letras. Essa língua me representa em todos meus conflitos, pois suas características são iguais as minhas, um ser multifacetado, de exterior sóbrio e estático, mas no íntimo um turbilhão em movimento. Assim como um rio congelado que apresenta a sua superfície estática, mas o seu interior está sempre em movimento, num curso perene. Capacidade de adaptação e compreensão com singularidade e regionalidades tolerantes como próprios à língua. Escrever é para mim, como respirar, sinto essa necessidade e é através da escrita como afirmou Aristóteles que transitamos desde o terror até a piedade de nós mesmos e do outro. Esse ofício da escrita nos eleva, nos projeta, nos ressignifica quando tocamos o outro com as nossas palavras, seja no universo ficcional, biográfico ou autobiográfico. Escrever é uma necessidade, escrever é transpirar no papel as nossas leituras.

segunda-feira, 18 de junho de 2012

MAS AFINAL, O QUE É EDUCAÇÃO?



Libâneo (2002) propõe-se explicitar os significados do termo educação recorrendo à sua origem etimológica, a algumas definições clássicas e à critica dessas definições com base na concepção histórico-social. Apresenta uma definição de educação nessa perspectiva para em seguida, abordar as modalidades de educação (formal, não formal, informal), fazendo conjecturas sobre as formas de inclusão dessas modalidades de educação num sistema articulado e integrado.
Finaliza com o entendimento de que a prática educativa é objeto peculiar de estudo da pedagogia que dá unidade aos aportes das demais ciências da educação.
Desse modo o autor afirma que a educação é objeto de outros ramos dos saber para além da pedagogia e devido a essa complexidade e heterogeneidade seria difícil de definir educação, a definição proposta pelo autor é: Educação consiste numa série de ações visando à adaptação do comportamento dos indivíduos e grupos a determinadas exigências do contexto (meio).
Para Libâneo, o fenômeno educativo corresponde à ação e ao resultado de um processo de formação dos sujeitos ao longo das idades para se tornarem adultos, pelo que adquirem capacidades e qualidades humanas para o enfrentamento de exigências posto por determinado contexto social.
No entanto, a partir das reflexões do autor sobre a definição de educação e o fazer pedagógico, entendemos que a educação em sentido amplo é o processo em que uma ou várias aptidões (capacidades) se desenvolve gradualmente pelo exercício e se aperfeiçoa. Enquanto que educação em sentido estrito é a sequência de operações pelas quais os adultos exercitam as crianças e favorecem nelas o desenvolvimento de certas tendências, hábitos e capacidades.
Diante disso, sob uma visão crítica, a superação entre a antinomia entre vida e ideal não pode se dar no âmbito apenas da individualidade, pois tanto na esfera do individual quanto a esfera do ambiente acham-se vinculadas às condições concretas da vida material e social.
O processo educativo, por consequência é um fenômeno social, enraizado nas contradições, nas lutas sociais, de modo que, é nos embates da práxis social que vai se configurando o ideal de formação humana, que é tão problemático para ser definido de forma simples.

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