Quem sou eu

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Salvador, Bahia, Brazil
A língua está em mim, me perpassa, faz parte da minha formação como ser social inserido num grupo. Compõe ainda a minha própria formação acadêmica já que resolvi após o primeiro curso superior (Administração), cursar Letras. Essa língua me representa em todos meus conflitos, pois suas características são iguais as minhas, um ser multifacetado, de exterior sóbrio e estático, mas no íntimo um turbilhão em movimento. Assim como um rio congelado que apresenta a sua superfície estática, mas o seu interior está sempre em movimento, num curso perene. Capacidade de adaptação e compreensão com singularidade e regionalidades tolerantes como próprios à língua. Escrever é para mim, como respirar, sinto essa necessidade e é através da escrita como afirmou Aristóteles que transitamos desde o terror até a piedade de nós mesmos e do outro. Esse ofício da escrita nos eleva, nos projeta, nos ressignifica quando tocamos o outro com as nossas palavras, seja no universo ficcional, biográfico ou autobiográfico. Escrever é uma necessidade, escrever é transpirar no papel as nossas leituras.

domingo, 1 de junho de 2014

CONSTERNAÇÃO





                     Vida de retinas fatigadas, olho o tempo, sinto o vento, corro o momento. Estou só, no desespero, no desapego, no silêncio. Penso muito, nada sei; negar bastaria?
                      Ignorar não altera a realidade. Enfrentar talvez. Escapar, fugir, deixando lembranças, qualquer uma.
                      Fingir que  reafirme quem és. Agora já não sabes. Perdera-se numa espiral de recordações vorazes.
                      Em seu pensamento vive sozinho, desiludido, desenganado , desacompanhado. Instante molesto, no ritmo momentoso, perseguindo o alento num turbilhão adverso.

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