Quem sou eu

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Salvador, Bahia, Brazil
A língua está em mim, me perpassa, faz parte da minha formação como ser social inserido num grupo. Compõe ainda a minha própria formação acadêmica já que resolvi após o primeiro curso superior (Administração), cursar Letras. Essa língua me representa em todos meus conflitos, pois suas características são iguais as minhas, um ser multifacetado, de exterior sóbrio e estático, mas no íntimo um turbilhão em movimento. Assim como um rio congelado que apresenta a sua superfície estática, mas o seu interior está sempre em movimento, num curso perene. Capacidade de adaptação e compreensão com singularidade e regionalidades tolerantes como próprios à língua. Escrever é para mim, como respirar, sinto essa necessidade e é através da escrita como afirmou Aristóteles que transitamos desde o terror até a piedade de nós mesmos e do outro. Esse ofício da escrita nos eleva, nos projeta, nos ressignifica quando tocamos o outro com as nossas palavras, seja no universo ficcional, biográfico ou autobiográfico. Escrever é uma necessidade, escrever é transpirar no papel as nossas leituras.

sábado, 27 de fevereiro de 2016

ENTRE DOIS.





        Retornou, retrucou, redarguiu! Eram dois, eram um, eram depois. Depois de tudo nada havia, apenas  mentiras e agonia.
        Razões razoáveis aplicadas na razão de dois. Um vitimizava-se,  outro exorava para si a verdade. Achava-se preterido, rejeitado, fora defenestrado para fora da vida a dois.
        Inconformado não soubera perdoar, entender, relevar nem compreender. Emudeceu! E diante do silêncio encarava respostas. Retornar não poderia, nem mesmo sem ter concluído o objetivo, já seria muito tarde. 
        Revestiu-se da solidão  e retomando a caminhada, suspirou: - "agora somos um em busca do dois." 

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