Quem sou eu

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Salvador, Bahia, Brazil
A língua está em mim, me perpassa, faz parte da minha formação como ser social inserido num grupo. Compõe ainda a minha própria formação acadêmica já que resolvi após o primeiro curso superior (Administração), cursar Letras. Essa língua me representa em todos meus conflitos, pois suas características são iguais as minhas, um ser multifacetado, de exterior sóbrio e estático, mas no íntimo um turbilhão em movimento. Assim como um rio congelado que apresenta a sua superfície estática, mas o seu interior está sempre em movimento, num curso perene. Capacidade de adaptação e compreensão com singularidade e regionalidades tolerantes como próprios à língua. Escrever é para mim, como respirar, sinto essa necessidade e é através da escrita como afirmou Aristóteles que transitamos desde o terror até a piedade de nós mesmos e do outro. Esse ofício da escrita nos eleva, nos projeta, nos ressignifica quando tocamos o outro com as nossas palavras, seja no universo ficcional, biográfico ou autobiográfico. Escrever é uma necessidade, escrever é transpirar no papel as nossas leituras.

sexta-feira, 15 de julho de 2011

A AVENTURA DE UMA BANHISTA




A Senhora Isotta, mulher pudica, recatada, vivia para o marido. Nunca, jamais ousou imaginar que sua rotina perfeita poderia se alterada.
Um dia, uma loja, um maiô, uma praia. O despertar de sentimentos há muito tempo adormecidos. A descoberta do mundo, a vontade de ser desejada e satisfazer esses desejos ilícitos e libidinosos dos homens.
De repente deparou-se com a moral que insistia em dizer-lhe que estava sempre errada em tudo que fazia: como calar essa voz enraizada no seu próprio gênesis? Como libertar-se num êxodo que levaria a ser outra melhor, livre de valores pré estabelecidos por uma sociedade alienante?
Pensa silenciosa, o que mais preciso agora é sair dessa situação vexatória.

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