A Senhora Isotta, mulher pudica, recatada, vivia para o marido. Nunca, jamais ousou imaginar que sua rotina perfeita poderia se alterada.
Um dia, uma loja, um maiô, uma praia. O despertar de sentimentos há muito tempo adormecidos. A descoberta do mundo, a vontade de ser desejada e satisfazer esses desejos ilícitos e libidinosos dos homens.
De repente deparou-se com a moral que insistia em dizer-lhe que estava sempre errada em tudo que fazia: como calar essa voz enraizada no seu próprio gênesis? Como libertar-se num êxodo que levaria a ser outra melhor, livre de valores pré estabelecidos por uma sociedade alienante?
Pensa silenciosa, o que mais preciso agora é sair dessa situação vexatória.


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