Quem sou eu

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Salvador, Bahia, Brazil
A língua está em mim, me perpassa, faz parte da minha formação como ser social inserido num grupo. Compõe ainda a minha própria formação acadêmica já que resolvi após o primeiro curso superior (Administração), cursar Letras. Essa língua me representa em todos meus conflitos, pois suas características são iguais as minhas, um ser multifacetado, de exterior sóbrio e estático, mas no íntimo um turbilhão em movimento. Assim como um rio congelado que apresenta a sua superfície estática, mas o seu interior está sempre em movimento, num curso perene. Capacidade de adaptação e compreensão com singularidade e regionalidades tolerantes como próprios à língua. Escrever é para mim, como respirar, sinto essa necessidade e é através da escrita como afirmou Aristóteles que transitamos desde o terror até a piedade de nós mesmos e do outro. Esse ofício da escrita nos eleva, nos projeta, nos ressignifica quando tocamos o outro com as nossas palavras, seja no universo ficcional, biográfico ou autobiográfico. Escrever é uma necessidade, escrever é transpirar no papel as nossas leituras.

quinta-feira, 28 de julho de 2011

DESILUSÃO



Queria ter uma pedra no lugar do coração para não me apaixonar, e não sofrer na desilusão.
Quando as pessoas chegam, nunca dizem o que pretendem, por isso nosso coração abraça-as e depois quando elas se afastam, ou não correspondem às nossas expectativas, ele não consegue liberá-las tão facilmente, assim como agarrou-as inicialmente.
O beijo aproxima o corpo e une a alma e a desilusão expurga a alma do outro de dentro da nossa, e essa separação machuca o nosso coração. Se o coração fosse pedra então, difícil seria penetrá-lo e impossível magoá-lo.
Talvez seja por isso que o poetinha escreveu que a vida é a arte do encontro, embora haja tantos desencontros pela vida.

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