Quem sou eu

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Salvador, Bahia, Brazil
A língua está em mim, me perpassa, faz parte da minha formação como ser social inserido num grupo. Compõe ainda a minha própria formação acadêmica já que resolvi após o primeiro curso superior (Administração), cursar Letras. Essa língua me representa em todos meus conflitos, pois suas características são iguais as minhas, um ser multifacetado, de exterior sóbrio e estático, mas no íntimo um turbilhão em movimento. Assim como um rio congelado que apresenta a sua superfície estática, mas o seu interior está sempre em movimento, num curso perene. Capacidade de adaptação e compreensão com singularidade e regionalidades tolerantes como próprios à língua. Escrever é para mim, como respirar, sinto essa necessidade e é através da escrita como afirmou Aristóteles que transitamos desde o terror até a piedade de nós mesmos e do outro. Esse ofício da escrita nos eleva, nos projeta, nos ressignifica quando tocamos o outro com as nossas palavras, seja no universo ficcional, biográfico ou autobiográfico. Escrever é uma necessidade, escrever é transpirar no papel as nossas leituras.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

IDENTIDADE



Memórias de quando criança, com tenra idade não possui, não sabe se por trauma ou se por doença, não se lembra se sofrera algum desses males.
A mãe conta que quando nascera tivera convulsão, daí ter que ficar em observação pediátrica no Hospital Manuel Victorino, onde nascera às 11:55 da manhã do dia 15 de Junho de 1977.
Seu nome de batismo fora escolhido por seu pai de última hora a contragosto da sua mãe, que planejava que se chamasse José Luís, após o registro, e o convívio de dois anos, o pai afasta-se para sempre contraindo novas núpcias com outra mulher com a qual tivera quatro filhos. Nenhum de nome José Luís.
Sua mãe o criou cheio de cuidados (superproteção) o que estraga toda criança, sempre teve tudo de bom até que sua mãe entrou em crise financeira, ainda assim a coitada fazia o que podia, nos dias de crise, deixava até de comer para alimentar seus três filhos os outros dois? Irmãos invejosos, desse que a mãe insistia em chamar de José Luís.
Nas crônicas maternais, ela dizia sempre: Vocês irão crescer, e eu irei ficar sozinha com meu caçula, o José Luis, que será médico.
Hoje as previsões maternais não acertaram muito, José Luís cresceu já frequentou dois cursos superiores, continua estudando, mas nenhum desses é o sonho da mãe: medicina.

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