Vivia sendo agradado por todos, as namorados, os amantes, só se queixava dos pais, em especial da mãe que o criticava o tempo todo, não conseguiam estabelecer um diálogo sem que houvesse uma briga, uma discussão.
Talvez fosse isso, a mãe projetava nele o ódio que nutria pelo seu pai, que fazia sofrer por longos anos.
Ele jovem 21 para 22 anos saíra cafajeste como pai, habituado a vida promíscua mantinha múltiplos relacionamentos por sexo, por dinheiro, nunca por amor ou por afeto.
Sua atitude sempre interesseira, só adequava seu discurso quando queria obter algo dos seus parceiros, era insensível, nunca prestava atenção nos outros ou se interessava pela vida ou problemas dos seus parceiros, o que lhe interessava sempre era o dinheiro.
Mas por que afinal nos dispomos a isso? O que nos leva a sustentar um relacionamento que não nos supre afetivamente que nos exaurem as forças como Selene Rainha Negra do Clube do inferno que sorvia a vida das suas vitimas, para manter a sua beleza e jovialidade eterna.
Como aceitar um relacionamento, sustentado na felicidade de um só. A fantasia do convívio e do relacionamento só existe na mente de um, que vê o outro como seu amante e parceiro, mas o outro vê apenas suas vantagens obtidas pela dedicação exclusiva do seu amante que sofre para agradá-lo um tudo, na esperança de que algum dia esse cara insensível se volte para ele e tente uma atitude de afeto, de carinho, de amor, de gratidão.
Sua fisionomia não transparecia sua dor, mas alegria ao revê-lo ou reencontrá-lo. Fazia lanches e festas, preparava tudo de forma confortável para esse amante insensível que nunca se preocupava em ver além das aparências, além daquilo que lhe era apresentado na face do seu dedicado parceiro.
Difícil é crer que lá no fundo, no intimo, aquele ser insensível não se apercebesse do mal que causava a todos que diziam lhe amar sua indiferença disfarçada de relacionamento era como veneno que mata lentamente sem que a vítima sofra de imediato.
O que ele causava nas pessoas? Um misto de êxtase, desejo e dor. Não é possível explicar ao certo só quem vivenciou esse sentimento é capaz de fazer inferências ou entender essas palavras.


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