Queria poder para tornar o instante eterno queria poder para retornar aos melhores momentos, queria eternizar o sorriso e minimizar as dores.
Amar, amar é sempre doar-se, sim porque quando amamos, estamos dando da nossa essência para outrem. Mas e o vazio? Ele sempre se perguntava, porque sinto esse vazio, se amo intensamente?
Logo aprenderia que quando amamos existe o vazio, porque o tempo todo estamos dando a nossa força, o nosso sentimento, e se não houver retorno nessa doação, ou se essa recíproca não for suficientemente mútua, resta-nos um espaço carente e característico o qual chamamos vazio.
Ele tentava, tentava, tentava preencher de alguma forma, e com algo, esse vazio, seja com o ritmo frenético de trabalho o qual se submetia, seja com vários outros relacionamentos, todos onerosos para o bolso e para a alma, essa que ao final estava sempre deprimida, mas estava sempre lá no marco inicial: amando intensamente, mesmo sabendo em um dado momento perceberia o vazio novamente.


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