Vazio, era a sensação que ficava quando o outro ia embora, suas visitas eram cronometradas e propositais.
Não sei se ele percebia que eu estava ciente e não me enganava, enxergava a sua ambição e o seu interesse maquiados de amor.
Suas últimas visitas eram acompanhadas de amigos, para evitar contatos, ou denunciar seu romance secreto. Sabia que outro não iria se expor, nem cobrar nada na frente dos amigos.
Assim, aproveitava o conforto o banquete, o dinheiro, exibia-se diante de todos: “sou o amante inveterado, todos me desejam”.
Porém esquecia-se de alimentar aquela chama, o amor que o outro lhe dedicava, antes a cada dia, fazia extinguir o sentimento.


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