Quem sou eu

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Salvador, Bahia, Brazil
A língua está em mim, me perpassa, faz parte da minha formação como ser social inserido num grupo. Compõe ainda a minha própria formação acadêmica já que resolvi após o primeiro curso superior (Administração), cursar Letras. Essa língua me representa em todos meus conflitos, pois suas características são iguais as minhas, um ser multifacetado, de exterior sóbrio e estático, mas no íntimo um turbilhão em movimento. Assim como um rio congelado que apresenta a sua superfície estática, mas o seu interior está sempre em movimento, num curso perene. Capacidade de adaptação e compreensão com singularidade e regionalidades tolerantes como próprios à língua. Escrever é para mim, como respirar, sinto essa necessidade e é através da escrita como afirmou Aristóteles que transitamos desde o terror até a piedade de nós mesmos e do outro. Esse ofício da escrita nos eleva, nos projeta, nos ressignifica quando tocamos o outro com as nossas palavras, seja no universo ficcional, biográfico ou autobiográfico. Escrever é uma necessidade, escrever é transpirar no papel as nossas leituras.

sexta-feira, 15 de julho de 2011

PESQUISADOR



Pietro engenheiro civil, funcionário de uma multinacional, está insatisfeito.
Quando criança, sempre acreditava que era super inteligente, sabia muito por que lia bastante, seus irmãos mais velhos, principalmente seu irmão (machista, bruto, rude, metido a sabichão) contestava tudo que o menino prodígio falava ou contava com ar de pesquisador que entrega ao mundo a mais nova descoberta da ciência.
Na adolescência os boatos se confirmaram o nosso garoto se destacara em todas as disciplinas e atividades esportivas o que causava inveja aos irmãos, além do que a mãe amava mais o caçula e não era por causa da sua genialidade.
Passou no vestibular das duas melhores Instituições de ensino do seu Estado, ambas eram Federais e tudo isso sem curso preparatório. Porém logo percebera que na Academia havia intelectos maiores do que o dele, e que talvez nem fosse esse gênio que todos acreditavam.
Cálculo foi o seu algoz, sofrera os piores momentos nos dois semestres em que essa disciplina lhe acompanhou isso por que repetira a disciplina. Até as aulas de direção na autoescola Veja foi prejudicada, pois tivera um mau desempenho devido ao estresse do semestre ruim, com final de cálculo e a decepção da reprovação.
Seu rosto refletia sua condição de estresse, a pele rompera em acnes que lhes já não era própria da idade, pois tinha 28 anos.
Hoje essa fase teve fim, ele aprendeu que ser brilhante é jamais desistir do que deseja mesmo que não possua a sabedoria do Oráculo de Delfos.
Agora Pietro continua estudando, tem se destacado nas disciplinas do seu segundo curso que, aliás, não têm cálculo como disciplinas, mas tem um tal projeto de pesquisa que lhe tem tirado o sono, o medo e a apreensão lhe acompanham, mas ele sabe que pode desenvolver esse projeto, trabalhar no Jornal ATarde, e passar na prova de inglês da seleção do mestrado.
Tudo isso por que aquele cientista mirim que sempre existiu dentro dele lhe diz que a persistência e a dedicação são o combustível para o sucesso.

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