O relevo era acentuado, o tempo desenhara naquela superfície formas e linha que jamais iriam se apagar.
Não se dera conta de como tantos sinais foi lhe aparecendo, pois não tinha muito tempo para observar a sua imagem refletida no espelho. Vivia para o trabalho e para o amanhã, sempre atarefada para cumprir as suas obrigações financeiras. Não aceitava nem os dias de folga, sua motivação era o trabalho sempre sonhando conquistar tudo que a vida lhe tirara de forma abrupta, a casa, o casamento, e união dos filhos.
Esses se apoiavam nela que era a coluna principal da constituição familiar. Os filhos temiam a morte da mãe, pois sabiam que nada herdariam, senão a tenacidade da sua progenitora que mesmo doente se recusava parar de trabalhar.
Dessa forma iam aproveitando a vida sem muito esforço e não se importavam com a vida da mãe, só com a morte, pois essa desestabilizaria-os tirando-os do lugar de conforto, da inércia da preguiça forçando-os a assumirem as suas próprias responsabilidades.


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