Aparecia todo mês, sempre duas vezes, duas visitas precisas, nestas lhe sugava um pouco da sua vitalidade.
Tudo que sua força produzira, a essência do seu ser, o seu suor que irrigava a terra e produzia frutos para o capitalismo era sugado veementemente.
Estava sempre em dívida. Quando oferecia sua oferta de sacrifício, pensava quando irei liberta-me desse mal eterno?
Dia 10 de cada mês, ele estava lá, o credor, o proprietário para receber o aluguel e mais tarde retornaria dia 15 para buscar a conta de energia que deveria estar quitada.

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