Professor universitário, Doutor em Comunicação, caminha no Campus, em direção ao pavilhão de aulas carregando uma cpu, mochila postal atravessada ao corpo; afagante.
- Um aluno se aproximando – bom dia professor, posso ajudá-lo?
- tudo bem! Responde o professor oferecendo a cpu para o aluno carregar. Você é meu aluno?
- Não, mas leio as suas produções no jornal universitário. Qual disciplina o senhor está ministrando? Talvez eu possa matricular-me como crédito estra...
- Semiótica! responde o professor.
- Ainda há vaga?
- Tem vaga sim, e nesse período.
- Ótimo! irei me inscrever agora mesmo, assim nos conhecemos melhor. Chegando no pavilhão de aulas, no devido andar e sala, - ok! Obrigado pela ajuda.
- Não foi nada, eu que lhe agradeço pela rica companhia, responde o aluno.
Quem sou eu
- Amaral Souza De
- Salvador, Bahia, Brazil
- A língua está em mim, me perpassa, faz parte da minha formação como ser social inserido num grupo. Compõe ainda a minha própria formação acadêmica já que resolvi após o primeiro curso superior (Administração), cursar Letras. Essa língua me representa em todos meus conflitos, pois suas características são iguais as minhas, um ser multifacetado, de exterior sóbrio e estático, mas no íntimo um turbilhão em movimento. Assim como um rio congelado que apresenta a sua superfície estática, mas o seu interior está sempre em movimento, num curso perene. Capacidade de adaptação e compreensão com singularidade e regionalidades tolerantes como próprios à língua. Escrever é para mim, como respirar, sinto essa necessidade e é através da escrita como afirmou Aristóteles que transitamos desde o terror até a piedade de nós mesmos e do outro. Esse ofício da escrita nos eleva, nos projeta, nos ressignifica quando tocamos o outro com as nossas palavras, seja no universo ficcional, biográfico ou autobiográfico. Escrever é uma necessidade, escrever é transpirar no papel as nossas leituras.

Nenhum comentário:
Postar um comentário