Maria chegava em casa às 23:00h, mas nunca conseguia dormir de imediato, então ficava na net namorando vários rapazes.
Certa noite ela resolveu encontrar-se com um deles no café hall.
Após se conectar e marcar o encontro no café ela sai, de vestido vermelho e sem calcinha.
Em lá chegando ele a recepciona com o braço levantado, trajando jeans e uma malha branca.
Após beberem toda a noite, ela resolve levá-lo para sua casa Jefferson era seu nome. Ele após a transa, levanta-se, rouba todos os seus bens valiosos da casa e põe fogo no apartamento, saindo em seguida.
Ela acorda com a fumaça e percebendo que é tarde demais para sair, arrependendo-se de tê-lo conhecido, morre no local.
Jefferson continua na espreita, em busca de outras donzelas incautas para dilapidá-las de suas vidas. Ele o vampiro urbano.
Quem sou eu
- Amaral Souza De
- Salvador, Bahia, Brazil
- A língua está em mim, me perpassa, faz parte da minha formação como ser social inserido num grupo. Compõe ainda a minha própria formação acadêmica já que resolvi após o primeiro curso superior (Administração), cursar Letras. Essa língua me representa em todos meus conflitos, pois suas características são iguais as minhas, um ser multifacetado, de exterior sóbrio e estático, mas no íntimo um turbilhão em movimento. Assim como um rio congelado que apresenta a sua superfície estática, mas o seu interior está sempre em movimento, num curso perene. Capacidade de adaptação e compreensão com singularidade e regionalidades tolerantes como próprios à língua. Escrever é para mim, como respirar, sinto essa necessidade e é através da escrita como afirmou Aristóteles que transitamos desde o terror até a piedade de nós mesmos e do outro. Esse ofício da escrita nos eleva, nos projeta, nos ressignifica quando tocamos o outro com as nossas palavras, seja no universo ficcional, biográfico ou autobiográfico. Escrever é uma necessidade, escrever é transpirar no papel as nossas leituras.

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