Quem sou eu

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Salvador, Bahia, Brazil
A língua está em mim, me perpassa, faz parte da minha formação como ser social inserido num grupo. Compõe ainda a minha própria formação acadêmica já que resolvi após o primeiro curso superior (Administração), cursar Letras. Essa língua me representa em todos meus conflitos, pois suas características são iguais as minhas, um ser multifacetado, de exterior sóbrio e estático, mas no íntimo um turbilhão em movimento. Assim como um rio congelado que apresenta a sua superfície estática, mas o seu interior está sempre em movimento, num curso perene. Capacidade de adaptação e compreensão com singularidade e regionalidades tolerantes como próprios à língua. Escrever é para mim, como respirar, sinto essa necessidade e é através da escrita como afirmou Aristóteles que transitamos desde o terror até a piedade de nós mesmos e do outro. Esse ofício da escrita nos eleva, nos projeta, nos ressignifica quando tocamos o outro com as nossas palavras, seja no universo ficcional, biográfico ou autobiográfico. Escrever é uma necessidade, escrever é transpirar no papel as nossas leituras.

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

UTOPIA



Eu vivo uma utopia, cercado de alegrias por dentro, monotonia.
Não penso muito na vida, não olho muito a circunstância, mascaro a realidade.
A preocupação só por um instante, logo penso no futuro imediato, o que a vida tem de bom ainda.
O segundo semestre se aproxima e com ele o balanço, a contabilização dos ganhos e perdas, a conclusão do curso, a permanência na empresa, o salário escasso, tudo corrobora para viver a utopia.
A realidade assusta e pensar sobre isso, machuca. A mente logo atina isso também vai passar.
Refletia Silas na cama antes de dormir após a longa jornada de trabalho.


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