Quem sou eu

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Salvador, Bahia, Brazil
A língua está em mim, me perpassa, faz parte da minha formação como ser social inserido num grupo. Compõe ainda a minha própria formação acadêmica já que resolvi após o primeiro curso superior (Administração), cursar Letras. Essa língua me representa em todos meus conflitos, pois suas características são iguais as minhas, um ser multifacetado, de exterior sóbrio e estático, mas no íntimo um turbilhão em movimento. Assim como um rio congelado que apresenta a sua superfície estática, mas o seu interior está sempre em movimento, num curso perene. Capacidade de adaptação e compreensão com singularidade e regionalidades tolerantes como próprios à língua. Escrever é para mim, como respirar, sinto essa necessidade e é através da escrita como afirmou Aristóteles que transitamos desde o terror até a piedade de nós mesmos e do outro. Esse ofício da escrita nos eleva, nos projeta, nos ressignifica quando tocamos o outro com as nossas palavras, seja no universo ficcional, biográfico ou autobiográfico. Escrever é uma necessidade, escrever é transpirar no papel as nossas leituras.

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

NOTÍCIA




No balanço da vida muita ansiedade e pouca realização.
Anseio por tudo, trabalho, busco, invisto e o retorno não vem.
Às vezes pacientemente acredito que o objetivo será alcançado no fim, mas as circunstâncias demonstram que o objetivo é inalcançável, já que sempre as estratégias falham no cumprimento da meta.
Promessas vãs. Ele nunca nega, nunca rejeita a ideia, mas também nunca cumpre.
Já me cansei de ter esperança, já não quero olhá-lo de frente. Meu sentimento deseja e minha razão repudia.
O vestido rasguei, o evento cancelei, a data apaguei da memória.
Essa carta fora endereçada a mãe de Thais, que ao ler constata a desilusão da sua filha.

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