O
texto mais representativo sobre a morte do autor é o de Barthes, embora a
estética da recepção já tratasse desse assunto, não questionava a autoridade do
autor sobre sua obra.
O
texto de Barthes estrutura o assunto de forma mais organizada, questionado a
autoridade do autor.
Barthes
(1987) objetivava fechar o campo epistemológico que valorizava o autor, como se
o texto fosse à biografia do autor, essa corrente de pensamento seria
prejudicial para os estudos literários, segundo Barthes, por acreditar que o
entendimento da obra só seria possível através do conhecimento do autor, seu
contexto social, suas experiências etc. Desse modo, seria impossível para o
leitor depreender o sentido do texto, já que a leitura era fechada.
Para
Barthes da um autor a um texto é impor a esse texto um mecanismo de segurança,
é dotá-lo de um significado último, por isso Barthes vai descontruir essas
noções elencando a palavra escritor para evitar associações com afigura do
autor antigo, pois o indivíduo não é mais o responsável pelo texto, ele é construto
de linguagem do texto, (apagamento das características individuais do sujeito
que escreve).
Mais
tarde Foucault (1992) resgata a importância do autor, sem dar relevância à sua
autoridade, Foucault afirma que devido à função poética o autor perdeu a
autoridade sobre o texto literário-referencialdade específica. Com isso
Foucault objetivou problematizar as condições de funcionamento de determinados
discursos como: a figura do autor, a noção de obra etc. Segundo Foucault não
existia teoria da obra, a noção de obra remete a uma leitura fechada, atribuir
certas características a obra/autor acarretaria em um fechamento da concepção
do discurso literário.
Todas
essas reflexões vão culminar no texto de Barthes que trata da morte do autor em
detrimento do leitor que se revela o ser total da escrita, pois para Barthes o
texto (obra) é feito de escritas múltiplas, saídas de várias culturas e que
dialogam um com as outras na figura do leitor, onde se inscrevem todas as
citações de que uma escrita é feita, o leitor é um homem sem história, sem
biografia, sem psicologia, é apenas esse alguém que têm reunidos num mesmo campo
todos os traços que constituem o escrito.


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