Quem sou eu

Minha foto
Salvador, Bahia, Brazil
A língua está em mim, me perpassa, faz parte da minha formação como ser social inserido num grupo. Compõe ainda a minha própria formação acadêmica já que resolvi após o primeiro curso superior (Administração), cursar Letras. Essa língua me representa em todos meus conflitos, pois suas características são iguais as minhas, um ser multifacetado, de exterior sóbrio e estático, mas no íntimo um turbilhão em movimento. Assim como um rio congelado que apresenta a sua superfície estática, mas o seu interior está sempre em movimento, num curso perene. Capacidade de adaptação e compreensão com singularidade e regionalidades tolerantes como próprios à língua. Escrever é para mim, como respirar, sinto essa necessidade e é através da escrita como afirmou Aristóteles que transitamos desde o terror até a piedade de nós mesmos e do outro. Esse ofício da escrita nos eleva, nos projeta, nos ressignifica quando tocamos o outro com as nossas palavras, seja no universo ficcional, biográfico ou autobiográfico. Escrever é uma necessidade, escrever é transpirar no papel as nossas leituras.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

EMOÇÃO




Klaus durante a reunião de família nos festejos natalinos refletia:
Cronos. Dia a dia, mês a mês, dezembro chega. Fim do ciclo. Tudo se inicia, mas nada muda.
O individualismo impera o outro nunca é visto. Há uma naturalização e banalização pelo sofrimento alheio. E a alheios a tudo seguimos. Seguimos as tendências, as modas, os costumes, as teorias, as previsões, os conselhos, mas nunca chegamos ao porto seguro.
Anseamos tudo e nada desejamos compartilhar. Estar bem é ser melhor ou mais rico que o outro.
E o vil metal estimula a corrida contra o tempo, nessa maratona o corpo envelhece enquanto os bens se multiplicam, ao fim nada desfrutamos, além das emoções vividas: dor, revolta, alegria, satisfação. Satisfação de praticar o bem, de compartilhar sem isso não existimos humanamente.

Nenhum comentário:

Postar um comentário