Klaus
durante a reunião de família nos festejos natalinos refletia:
Cronos.
Dia a dia, mês a mês, dezembro chega. Fim do ciclo. Tudo se inicia, mas nada
muda.
O
individualismo impera o outro nunca é visto. Há uma naturalização e banalização
pelo sofrimento alheio. E a alheios a tudo seguimos. Seguimos as tendências, as
modas, os costumes, as teorias, as previsões, os conselhos, mas nunca chegamos
ao porto seguro.
Anseamos
tudo e nada desejamos compartilhar. Estar bem é ser melhor ou mais rico que o
outro.
E
o vil metal estimula a corrida contra o tempo, nessa maratona o corpo envelhece
enquanto os bens se multiplicam, ao fim nada desfrutamos, além das emoções
vividas: dor, revolta, alegria, satisfação. Satisfação de praticar o bem, de
compartilhar sem isso não existimos humanamente.


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