Quem sou eu

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Salvador, Bahia, Brazil
A língua está em mim, me perpassa, faz parte da minha formação como ser social inserido num grupo. Compõe ainda a minha própria formação acadêmica já que resolvi após o primeiro curso superior (Administração), cursar Letras. Essa língua me representa em todos meus conflitos, pois suas características são iguais as minhas, um ser multifacetado, de exterior sóbrio e estático, mas no íntimo um turbilhão em movimento. Assim como um rio congelado que apresenta a sua superfície estática, mas o seu interior está sempre em movimento, num curso perene. Capacidade de adaptação e compreensão com singularidade e regionalidades tolerantes como próprios à língua. Escrever é para mim, como respirar, sinto essa necessidade e é através da escrita como afirmou Aristóteles que transitamos desde o terror até a piedade de nós mesmos e do outro. Esse ofício da escrita nos eleva, nos projeta, nos ressignifica quando tocamos o outro com as nossas palavras, seja no universo ficcional, biográfico ou autobiográfico. Escrever é uma necessidade, escrever é transpirar no papel as nossas leituras.

sexta-feira, 4 de maio de 2012

INSIDE





Dentro de um corpo formoso sinto um caos constante. Diante de um grande abismo; pensamentos, imagens, sonhos, desejos pairam em confusão eterna.
O exterior é constitutivo. A aparência engana os olhos do observador inerte.
A vida é uma grande cena, em que a representação clássica e contemporânea funde-se desenvolvendo uma nova concepção.
O individuo real vive a representação, o exterior nega o interior, a formação psicológica nega a ordem natural do gênero. A beleza exterior afasta o desejo interior e atrai o que repulsa o psicológico, esse  conflito do homem moderno, não é novo, é o mesmo presente anteriormente em Quasimodo e em Mr. Hyde, o conflito dual de naturezas opostas.

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