A
casa deveria ter vários cômodos, ser espaçosa, arejada, cozinha americana, com
janelas transparentes na parede do fundo, de modo que pudessem avistar a área
externa ou quintal, muro alto em redor, jardim simples com algumas plantas
úteis para chás e algumas flores como cravo, girassol, margarida etc.,
churrasqueira, uma piscina pequena e espreguiçadeiras para pegar sol, sim, essa era a
atividade predileta dele depois da atividade física, é claro, o Cooper. O
restante da casa não era tão importante para ele. A sala era bem cômoda com
carpetes e sofás, uma tv com imagem 4D, sistema de som integrado, a sensação
era de estar numa sala de cinema de um grande shopping, os dormitórios eram
personalizados com temas como: as fotos dele próprio, em trajes de banho, e em
passeios com os amigos, outro quarto fora decorado com as cores e bandeiras dos times do coração e o de hospede, apresentava decoração com temas literários:
O Dom Quixote, O médico e o monstro, além de personagens kafkianas como: o
agrimensor e o médico rural. A construção fora rápida, num dia chegara a
construtora responsável pela obra, no outro o esqueleto da casa estava montada,
e logo a ideia passara da mente de K. para
plano real, satisfazendo, assim o sonho de toda a sua vida.
Quem sou eu
- Amaral Souza De
- Salvador, Bahia, Brazil
- A língua está em mim, me perpassa, faz parte da minha formação como ser social inserido num grupo. Compõe ainda a minha própria formação acadêmica já que resolvi após o primeiro curso superior (Administração), cursar Letras. Essa língua me representa em todos meus conflitos, pois suas características são iguais as minhas, um ser multifacetado, de exterior sóbrio e estático, mas no íntimo um turbilhão em movimento. Assim como um rio congelado que apresenta a sua superfície estática, mas o seu interior está sempre em movimento, num curso perene. Capacidade de adaptação e compreensão com singularidade e regionalidades tolerantes como próprios à língua. Escrever é para mim, como respirar, sinto essa necessidade e é através da escrita como afirmou Aristóteles que transitamos desde o terror até a piedade de nós mesmos e do outro. Esse ofício da escrita nos eleva, nos projeta, nos ressignifica quando tocamos o outro com as nossas palavras, seja no universo ficcional, biográfico ou autobiográfico. Escrever é uma necessidade, escrever é transpirar no papel as nossas leituras.

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