Quem sou eu

Minha foto
Salvador, Bahia, Brazil
A língua está em mim, me perpassa, faz parte da minha formação como ser social inserido num grupo. Compõe ainda a minha própria formação acadêmica já que resolvi após o primeiro curso superior (Administração), cursar Letras. Essa língua me representa em todos meus conflitos, pois suas características são iguais as minhas, um ser multifacetado, de exterior sóbrio e estático, mas no íntimo um turbilhão em movimento. Assim como um rio congelado que apresenta a sua superfície estática, mas o seu interior está sempre em movimento, num curso perene. Capacidade de adaptação e compreensão com singularidade e regionalidades tolerantes como próprios à língua. Escrever é para mim, como respirar, sinto essa necessidade e é através da escrita como afirmou Aristóteles que transitamos desde o terror até a piedade de nós mesmos e do outro. Esse ofício da escrita nos eleva, nos projeta, nos ressignifica quando tocamos o outro com as nossas palavras, seja no universo ficcional, biográfico ou autobiográfico. Escrever é uma necessidade, escrever é transpirar no papel as nossas leituras.

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

HUMANIDADE


Não amado como Jorge, não desejado como Julieta, sem a coragem de Odisseu, nem a astúcia de Penélope, não sonhava como Dom Quixote, não amava como Macabéa, sem o conhecimento do Médico Rural.
Angustiado como Édipo diante da esfinge e infeliz ao se tornar Édipo Rei; assassino incestuoso.
Não belo como Narciso, não morto como Brás Cubas. Não provara o beijo de Klimt, não sorrira como La Gioconda, mas possuia o mistério, o enigma da Monalisa. A perseverança de Diadorim, os anseios de Aurélia, a desfaçatez de Capitú, a solidão de Bovary, o interesse de Ceci.
Sem a coragem de Pery ou a determinação do Agrimensor, confuso como o Alienista, triste como Quasimodo, conflituoso como Jekyll.
Hospedava os sentimentos dos heróis, porém habitava no invólucro da humanidade, partilhando destino semelhante ao de K.



Nenhum comentário:

Postar um comentário