Giddens
(2005) analisa as concepções de vários sociólogos como: Foucault (1978),
Plummer (1975), Kinsey (1948), Bertelson (1986), Redman (1996), Rutherford e
Chapman (1988), Lim (1988), dentre outros para tratar sobre cultura e
sociedade, unidade e diversidade além dos imbricamentos comuns que perpassam
essas temáticas.
Os sociólogos distinguem sexo de gênero. O
sexo refere-se às diferenças biológicas entre os corpos masculinos e femininos,
enquanto o gênero diz respeito às diferenças psicológicas, sociais e culturais
entre homens e mulheres.
Algumas
pessoas afirmam que as diferenças entre os homens e as mulheres são
geneticamente determinadas. Não há, contudo, nenhuma evidência conclusiva a
sugerir uma base biológica para as diferenças de gênero.
A
socialização do gênero refere-se ao aprendizado dos papéis de gênero com a
ajuda dos organismos como a família e a mídia. Acredita-se que a socialização
de gênero inicia já com o nascimento da criança. As crianças aprendem e
internalizam as normas e as expectativas consideradas correspondentes ao sexo biológico. Dessa forma, adotam os “papeis
sexuais” e as identidades masculinas e feminina (a masculinidade e
feminilidade) que os acompanham.
Alguns
sociólogos crêem que tanto o sexo quanto o gênero são produtos socialmente
construídos que podem ser moldados e alterados de várias formas. O gênero não
somente carece de uma “essência” fixa, mas o próprio substrato de corpo humano
pode ser mudado pelas influências sociais e pelas invenções tecnológicas.
As
desigualdades de gênero refere-se às diferenças de status, poder e prestígio
desfrutados pelas mulheres e pelos homens nos diversos contextos. Ao explicar a
desigualdade de gênero, os funcionalistas enfatizam que a diferenças de gênero
e a divisão sexual do trabalho contribuem para a estabilidade e a integração
social. As abordagens feministas rejeitam a ideia de que a desigualdade de
gênero é de alguma forma, natural.
As
feministas liberais explicaram a desigualdade de gênero em termos de atitudes
sociais e culturais, como o sexismo e a descriminação. As feministas radicais
defendem que os homens são responsáveis pela exploração das mulheres através do
patriarcado – a dominação sistemática das mulheres pelos homens. As feministas
negras detectaram fatores como a classe e a etnicidade, além do gênero, como
essenciais para entender a opressão experienciada pelas mulheres não brancas.
As
relações de gênero referem-se às interações socialmente padronizadas entre
homens e mulheres na sociedade. Alguns sociólogos afirmaram que existe uma
ordem de gênero em que as expressões de masculinidade e feminilidade estão
organizadas numa hierarquia que promove a dominação dos homens sobre as
mulheres.
Nos
últimos anos mais atenção foi dada à natureza da masculinidade. Alguns
observadores crêem que as amplas transformações econômicas e sociais estão provocando
uma crise da masculinidade, em que estão sendo desgastados os papéis
tradicionais dos homens.
Embora
haja uma base biológica para a sexualidade humana, a maior parte do
comportamento sexual parece ser mais aprendida do que inata. As práticas
sexuais variam largamente entre e no interior das culturas. No ocidente, a
Cristandade foi importante para moldar as atitudes sexuais. Nas sociedades com
códigos sexuais rígidos, são comuns a duplicidade dos padrões e a hipocrisia. O
abismo entre as normas e práticas reais pode ser imenso, conforme mostram
estudos sobre o comportamento sexual. No ocidente, as atitudes repressivas à
sexualidade abriram um caminho para uma perspectiva mais tolerante, na década
de 1960, cujos efeitos são óbvios ainda hoje.
A
maioria das pessoas no mundo é heterossexual, ainda que haja também muitos
gostos e inclinações sexuais minoritários. A homossexualidade parece existir em
todas as culturas e, nos últimos anos, as atitudes para com os homossexuais
tornaram-se mais flexíveis. Em alguns países, foram aprovadas leis que
reconhecem as uniões homossexuais e concedem aos casais homossexuais os mesmos
direitos que às pessoas casadas.
Sobre
prostituição, os sociólogos afirmam que prostituição é a concessão de favores
sexuais em troca de pagamento.Vários tipos diferentes de prostituição existem
nas sociedades modernas, inclusive a prostituição feminina e infantil. A prostituição
licenciada é aceita pelos governos nacionais e regionais em alguns países, mas
na maioria dos Estados, as prostitutas trabalham ilegalmente.
Devido
a isso, uma próspera indústria do turismo sexual voltada à prostituição brotou
em algumas partes do mundo.


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