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A língua está em mim, me perpassa, faz parte da minha formação como ser social inserido num grupo. Compõe ainda a minha própria formação acadêmica já que resolvi após o primeiro curso superior (Administração), cursar Letras. Essa língua me representa em todos meus conflitos, pois suas características são iguais as minhas, um ser multifacetado, de exterior sóbrio e estático, mas no íntimo um turbilhão em movimento. Assim como um rio congelado que apresenta a sua superfície estática, mas o seu interior está sempre em movimento, num curso perene. Capacidade de adaptação e compreensão com singularidade e regionalidades tolerantes como próprios à língua. Escrever é para mim, como respirar, sinto essa necessidade e é através da escrita como afirmou Aristóteles que transitamos desde o terror até a piedade de nós mesmos e do outro. Esse ofício da escrita nos eleva, nos projeta, nos ressignifica quando tocamos o outro com as nossas palavras, seja no universo ficcional, biográfico ou autobiográfico. Escrever é uma necessidade, escrever é transpirar no papel as nossas leituras.

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

RELAÇÃO DE GÊNERO E DISCURSO SOCIAL



Giddens (2005) analisa as concepções de vários sociólogos como: Foucault (1978), Plummer (1975), Kinsey (1948), Bertelson (1986), Redman (1996), Rutherford e Chapman (1988), Lim (1988), dentre outros para tratar sobre cultura e sociedade, unidade e diversidade além dos imbricamentos comuns que perpassam essas temáticas.
 Os sociólogos distinguem sexo de gênero. O sexo refere-se às diferenças biológicas entre os corpos masculinos e femininos, enquanto o gênero diz respeito às diferenças psicológicas, sociais e culturais entre homens e mulheres.
Algumas pessoas afirmam que as diferenças entre os homens e as mulheres são geneticamente determinadas. Não há, contudo, nenhuma evidência conclusiva a sugerir uma base biológica para as diferenças de gênero.
A socialização do gênero refere-se ao aprendizado dos papéis de gênero com a ajuda dos organismos como a família e a mídia. Acredita-se que a socialização de gênero inicia já com o nascimento da criança. As crianças aprendem e internalizam as normas e as expectativas consideradas correspondentes  ao sexo biológico. Dessa forma, adotam os “papeis sexuais” e as identidades masculinas e feminina (a masculinidade e feminilidade) que os acompanham.
Alguns sociólogos crêem que tanto o sexo quanto o gênero são produtos socialmente construídos que podem ser moldados e alterados de várias formas. O gênero não somente carece de uma “essência” fixa, mas o próprio substrato de corpo humano pode ser mudado pelas influências sociais e pelas invenções tecnológicas.
As desigualdades de gênero refere-se às diferenças de status, poder e prestígio desfrutados pelas mulheres e pelos homens nos diversos contextos. Ao explicar a desigualdade de gênero, os funcionalistas enfatizam que a diferenças de gênero e a divisão sexual do trabalho contribuem para a estabilidade e a integração social. As abordagens feministas rejeitam a ideia de que a desigualdade de gênero é de alguma forma, natural.
As feministas liberais explicaram a desigualdade de gênero em termos de atitudes sociais e culturais, como o sexismo e a descriminação. As feministas radicais defendem que os homens são responsáveis pela exploração das mulheres através do patriarcado – a dominação sistemática das mulheres pelos homens. As feministas negras detectaram fatores como a classe e a etnicidade, além do gênero, como essenciais para entender a opressão experienciada pelas mulheres não brancas.
As relações de gênero referem-se às interações socialmente padronizadas entre homens e mulheres na sociedade. Alguns sociólogos afirmaram que existe uma ordem de gênero em que as expressões de masculinidade e feminilidade estão organizadas numa hierarquia que promove a dominação dos homens sobre as mulheres.
Nos últimos anos mais atenção foi dada à natureza da masculinidade. Alguns observadores crêem que as amplas transformações econômicas e sociais estão provocando uma crise da masculinidade, em que estão sendo desgastados os papéis tradicionais dos homens.
Embora haja uma base biológica para a sexualidade humana, a maior parte do comportamento sexual parece ser mais aprendida do que inata. As práticas sexuais variam largamente entre e no interior das culturas. No ocidente, a Cristandade foi importante para moldar as atitudes sexuais. Nas sociedades com códigos sexuais rígidos, são comuns a duplicidade dos padrões e a hipocrisia. O abismo entre as normas e práticas reais pode ser imenso, conforme mostram estudos sobre o comportamento sexual. No ocidente, as atitudes repressivas à sexualidade abriram um caminho para uma perspectiva mais tolerante, na década de 1960, cujos efeitos são óbvios ainda hoje.
A maioria das pessoas no mundo é heterossexual, ainda que haja também muitos gostos e inclinações sexuais minoritários. A homossexualidade parece existir em todas as culturas e, nos últimos anos, as atitudes para com os homossexuais tornaram-se mais flexíveis. Em alguns países, foram aprovadas leis que reconhecem as uniões homossexuais e concedem aos casais homossexuais os mesmos direitos que às pessoas casadas.
Sobre prostituição, os sociólogos afirmam que prostituição é a concessão de favores sexuais em troca de pagamento.Vários tipos diferentes de prostituição existem nas sociedades modernas, inclusive a prostituição feminina e infantil. A prostituição licenciada é aceita pelos governos nacionais e regionais em alguns países, mas na maioria dos Estados, as prostitutas trabalham ilegalmente.
Devido a isso, uma próspera indústria do turismo sexual voltada à prostituição brotou em algumas partes do mundo.   





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