Dentro
da noite, no auge da inexatidão, avisto a minha essência imersa e mesclada a
densa escuridão. Busco a identidade, quem sou, o que me tornei? Regras não me
dominam.
Domesticação?
Jamais!
Sou
criatura arisca e rude, tirada do seio da terra, da mata fechada, o sem Lume. De
alma inóspita, de instinto selvagem. Sou a força bruta, sou coragem, sou a
necessidade da existência, sou a ausência.
Ausência
do bem, do belo, ausência do certo, do correto. Sou a ética da transgressão,
sou a estética da alucinação e como o sofista que resiste a Platão não dando
ouvidos a procedimentos vãos, sigo transgredindo a razão.


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