Quem sou eu

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Salvador, Bahia, Brazil
A língua está em mim, me perpassa, faz parte da minha formação como ser social inserido num grupo. Compõe ainda a minha própria formação acadêmica já que resolvi após o primeiro curso superior (Administração), cursar Letras. Essa língua me representa em todos meus conflitos, pois suas características são iguais as minhas, um ser multifacetado, de exterior sóbrio e estático, mas no íntimo um turbilhão em movimento. Assim como um rio congelado que apresenta a sua superfície estática, mas o seu interior está sempre em movimento, num curso perene. Capacidade de adaptação e compreensão com singularidade e regionalidades tolerantes como próprios à língua. Escrever é para mim, como respirar, sinto essa necessidade e é através da escrita como afirmou Aristóteles que transitamos desde o terror até a piedade de nós mesmos e do outro. Esse ofício da escrita nos eleva, nos projeta, nos ressignifica quando tocamos o outro com as nossas palavras, seja no universo ficcional, biográfico ou autobiográfico. Escrever é uma necessidade, escrever é transpirar no papel as nossas leituras.

quarta-feira, 4 de julho de 2012

REFLEXÃO



Dentro da noite, no auge da inexatidão, avisto a minha essência imersa e mesclada a densa escuridão. Busco a identidade, quem sou, o que me tornei? Regras não me dominam.
Domesticação? Jamais!
Sou criatura arisca e rude, tirada do seio da terra, da mata fechada, o sem Lume. De alma inóspita, de instinto selvagem. Sou a força bruta, sou coragem, sou a necessidade da existência, sou a ausência.
Ausência do bem, do belo, ausência do certo, do correto. Sou a ética da transgressão, sou a estética da alucinação e como o sofista que resiste a Platão não dando ouvidos a procedimentos vãos, sigo transgredindo a razão.

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