Castilho (2001), propõe que
conheçamos a língua portuguesa que ensinamos (português brasileiro) e a língua
falada no ensino de português (o contexto, a realidade linguística do aluno).
De maneira que possamos documentar, descrever e historiar a fim de renovarmos o
ensino do português no Brasil.
Para o autor as nossas metodologias ainda são
incipientes, motivo pelo qual nunca atingimos os resultados almejados no ensino
do português, por estarmos sempre apoiados em realidades outras, fora do nosso
contexto sócio educacional (Países hegemônicos do centro).
O autor afirma ainda que fazemos
vista grossa para a realidade do ensino de língua materna, deixando de
identificar as línguas: da escola (gramatica normativa/ prescritiva e norma
padrão) e a do aluno: a norma popular, o que inviabiliza a aplicação da metodologia
ideal para ensino da língua.
Desse modo entendemos que para
Castilho (2001), o ensino de língua deve partir da reflexão sobre a língua, e
do conhecimento prévio do aluno, a língua falada (conversação), para só então,
avançar para o conhecimento socialmente valorizado ( o currículo), utilizando
para isso, as teorias linguísticas que melhor favoreçam essa reflexão e
transposição didática.
Schleicher (2005) por sua vez,
afirma que a melhoria da qualidade e da equidade na educação se dará através de
programas de fomento do desenvolvimento educacional.
Como o PISA (Programa de Avaliação
de Ensino), que avalia e compara o modelo de ensino nos países desenvolvidos
(centrais) e apresenta dados quantitativos que apontam a melhoria no
desenvolvimento do modelo educacional desses países que adotaram esse modelo de
avaliação.
Para Schleicher, não há determinismo, ou
relação implícita entre riqueza e desenvolvimento e modelo educacional
eficiente, o autor defende que qualquer país poderá obter um modelo educacional
eficiente se aplicar a metodologia de análise e melhoria contínua na educação
dos indivíduos, essa metodologia é projetada a partir do modelo dinâmico de
aprendizagem.
O autor defende ainda os fóruns profissionais
ligados à área de educação e sua importância para a socialização do
conhecimento escolar a fim de promover um conhecimento compartilhado, trocas de
experiências e desenvolvimento profissional.
Desse modo percebemos que o autor
busca a emancipação ou empowerment do profissional docente ao afirmar que as
políticas e as práticas devem estar na responsabilidade dos professores de
maneira que os mesmos sejam preparados para assumirem essas práticas.
Assim, semelhantemente como
Castilho aponta para a necessidade de uma reflexão sobre a metodologia do
ensino de língua materna no Brasil, Schleicher orienta sobre a importância do
desenvolvimento de políticas que
favoreçam a melhoria do ensino e da aprendizagem dos indivíduos no âmbito geral
de educação, e isso só se fará através da transposição didática das pesquisas
científicas nas áreas da Linguística e da Educação levando em consideração a
nossa realidade educacional.


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