O futuro me apavora, a velhice me
constrange, busco motivo para continuar. Sinto, nada vale pena.
Sem metas, a rotina me absorve, as exigências
enfraquecem-me. Sou um náufrago que nadando desesperado permanece imóvel na fúria
do mar.
Olho em volta nada há de conquista, a certeza que prevalece é a insegurança que como um castelo, apresenta uma
porta aberta por vez, nunca revelando de imediato a sua face incerta.


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