Quem sou eu

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Salvador, Bahia, Brazil
A língua está em mim, me perpassa, faz parte da minha formação como ser social inserido num grupo. Compõe ainda a minha própria formação acadêmica já que resolvi após o primeiro curso superior (Administração), cursar Letras. Essa língua me representa em todos meus conflitos, pois suas características são iguais as minhas, um ser multifacetado, de exterior sóbrio e estático, mas no íntimo um turbilhão em movimento. Assim como um rio congelado que apresenta a sua superfície estática, mas o seu interior está sempre em movimento, num curso perene. Capacidade de adaptação e compreensão com singularidade e regionalidades tolerantes como próprios à língua. Escrever é para mim, como respirar, sinto essa necessidade e é através da escrita como afirmou Aristóteles que transitamos desde o terror até a piedade de nós mesmos e do outro. Esse ofício da escrita nos eleva, nos projeta, nos ressignifica quando tocamos o outro com as nossas palavras, seja no universo ficcional, biográfico ou autobiográfico. Escrever é uma necessidade, escrever é transpirar no papel as nossas leituras.

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

JARDIM


Domingo sempre foi dia de igreja, não me agradava. O rosário, o terço, a missa me enfadava.
Aos sábados íamos ao clube, a praia, logo cedo, fazíamos cooper e passávamos o dia na praia.
Era um grande espaço verde, muitos coqueiros, plantas xerófilas, o mar era bravio e impróprio para  banho.
Tinha o nome de Jardim de Alah e assim era, como um jardim, ali crescemos aprendemos a gostar de esporte, de piquenique, de pegar sol sem pressa para voltar pra casa, o sábado parecia uma eternidade no Éden.
Mas ao retornar, a realidade do lar era sofrível, encarar aqueles que meu sentimento desprezava, ódio, inveja, rancor avançavam contra mim. Ignorar era minha represália, sempre.
Saí incólume, agora não preciso mais suportes aqueles que me execravam. Estou livre, busco olvidar o passado de realidade triste.

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