Domingo sempre foi dia de igreja, não me agradava. O rosário,
o terço, a missa me enfadava.
Aos sábados íamos ao clube, a praia, logo cedo, fazíamos cooper
e passávamos o dia na praia.
Era um grande espaço verde, muitos coqueiros, plantas xerófilas,
o mar era bravio e impróprio para banho.
Tinha o nome de Jardim de Alah e assim era, como um jardim, ali crescemos aprendemos a gostar de esporte, de piquenique, de pegar sol sem pressa para voltar pra casa, o sábado parecia uma eternidade no Éden.
Tinha o nome de Jardim de Alah e assim era, como um jardim, ali crescemos aprendemos a gostar de esporte, de piquenique, de pegar sol sem pressa para voltar pra casa, o sábado parecia uma eternidade no Éden.
Mas ao retornar, a realidade do lar era sofrível, encarar
aqueles que meu sentimento desprezava, ódio, inveja, rancor avançavam contra
mim. Ignorar era minha represália, sempre.
Saí incólume, agora não preciso mais suportes aqueles que me
execravam. Estou livre, busco olvidar o passado de realidade triste.


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