Sou um velho em corpo de jovem, aprendo com erros alheios,
habito as emoções inóspitas, vivo em permanente cinza. Observo, apreendo,
concluo.
Não confio em sentimentos, a desilusão é meu alento. Procuro imbróglios
satisfatórios, sou casado com o trabalho, a fadiga me alimenta, o dia sabático
me entristece.
Anseio tocar o interior alheio. Caminho alheio à ordem, não obedeço
a padrões e tendências, inauguro reminiscências.
Sou jovem revestido de senilidade, sou excêntrico, sou
saudade.


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