De acordo com pesquisadores como
Pinker (1994), Lenneberg (1996), Slobin (1980), Brandão (2004), podemos
perceber que a linguagem e as formas superiores do desenvolvimento cerebral
dependem da exposição à linguagem e à interação através da comunicação (imputs).
Se as crianças não são expostas, desde cedo, a um meio linguístico adequado,
pode haver atraso ou até mesmo interrupção da maturação cerebral, com uma
contínua predominância dos processos do hemisfério direito.
O processo de aquisição da linguagem pode ser,
portanto afetado caso haja comprometimentos de ordem central (lesões cerebrais)
ou periférica (defeitos nos aparatos fonoarticulatório e auditivo), mas também
devido à privação de contato linguístico no período considerado crítico para a
instalação e o desenvolvimento da linguagem.
No primeiro momento a criança
expressa estado de necessidade produz ruídos e quando inicia a produção de
fonemas da língua, essa criança utiliza a gramática passiva, embora não se dê
conta disso.
Ao fim do 1º ano de vida da criança, se dá a fase do balbucio; é a fase holofrástica, nessa fase, a criança percebe a
existência do outro – através da relação dialógica. A criança começa a
construir significados a partir das relações de estímulo- resposta- reforço (Sócio Construtivismo).
É necessário observar que antes da
criança começar a falar ela já está desenvolvendo ações relativas à fala
(mecanismo perceptivo). Assim num primeiro momento, a criança compreende e só depois ela produz, (a produção se dá com a gramática ativa).
Slobin (1980), em suas pesquisas
confirma essas afirmações, sobre a compreensão preceder a produção. A criança é
capaz de encontrar o objeto solicitado pelo interlocutor – compreensão imatura
de percepção de palavra (compreensão prematura), existente na memória da
criança.
A intenção da comunicação só será revelada
através do conhecimento do contexto de interação, daí a percepção (função)
semântica da comunicação.
A questão sociointeracionista está ali
demonstrada no contexto do evento de fala.
Desse modo, Slobin (1980), conclui
que apesar de não possuir o mecanismo da linguagem totalmente desenvolvido, a
criança consegue manipular o adulto para atender suas necessidades “o querer
impertinente da criança em relação a algo.”
Logo a gramática ativa começa a desenvolver-se
a partir da fase de duas palavras, (antes dos dois anos de idade), no período anterior a essa fase, a criança
está na fase passiva da gramática.


E viva ao contructo, meu Gigolo
ResponderExcluirE viva ao contructo, meu Gigolo
ResponderExcluirÉ
ResponderExcluirisso aí, Nanda!
Qual é a base biológica da escrita? Por favor
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