Quem sou eu

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Salvador, Bahia, Brazil
A língua está em mim, me perpassa, faz parte da minha formação como ser social inserido num grupo. Compõe ainda a minha própria formação acadêmica já que resolvi após o primeiro curso superior (Administração), cursar Letras. Essa língua me representa em todos meus conflitos, pois suas características são iguais as minhas, um ser multifacetado, de exterior sóbrio e estático, mas no íntimo um turbilhão em movimento. Assim como um rio congelado que apresenta a sua superfície estática, mas o seu interior está sempre em movimento, num curso perene. Capacidade de adaptação e compreensão com singularidade e regionalidades tolerantes como próprios à língua. Escrever é para mim, como respirar, sinto essa necessidade e é através da escrita como afirmou Aristóteles que transitamos desde o terror até a piedade de nós mesmos e do outro. Esse ofício da escrita nos eleva, nos projeta, nos ressignifica quando tocamos o outro com as nossas palavras, seja no universo ficcional, biográfico ou autobiográfico. Escrever é uma necessidade, escrever é transpirar no papel as nossas leituras.

sábado, 24 de maio de 2014

ARQUEOLOGIA DE EMOÇÃO

               



                   O sentimento  avassalador sacudia meu peito, o olhar encantador, seduzia, hipnotizava fazia-me em êxtase.
                     Continuum de emoções, seus olhos atraía-me como um ímã. Refletia nossa felicidade futura. A recíproca era confusa, não negava, nem permitia. Aceitação misteriosa, incógnita do anseio.
                      Agradava-lhe ser conquistado, coração pilhado por palavras de admiração e desejo. Permanecera intransparente não esboçava reação.
                       Torturando-me com silêncio e aparente indecisão, permitira-me um momento a dois. Total realização.
                     

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