O coração congelava sempre que o via seu comportamento se alterava sentimentos conflitantes: ódio, amor, raiva e desejo.
A sensação de ser desprezado pelo outro que nem mesmo o conhecia, não parava de crescer dentro dele.
Procurava sempre um jeito de chamar-lhe a atenção. Não se conheciam, nunca se falaram, mas existia entre eles um desconforto, o que alguns chamam de antipatia a primeira vista.
Um, mauricinho, bem nascido, os pais possuíam posses e lhe proporcionaram boa vida, apesar de que ele não aproveitava as oportunidades, vivia dissolutamente.
O outro, mauricinho, pobre, os pais falidos e separados, não podiam lhe sustentar, ele trabalhava e estudava, era brilhante. Gostava de luxo, e elegância, a ninguém transparecia a sua penúria, menos ainda ao seu rival e amado. Para quem aparecia sempre em destaque bem arrumado e com cara de felicidade, apesar de por dentro estar em pedaços, vazio de afetos e cheio de preocupação com o futuro instável e assustador.


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