Judith ao retornar da sinagoga refletia. Que sentimento é esse que nos move? será amor; será paixão, será ganância?
Quem nos ensinou nos colocar em primeiro plano? Porque é tão difícil doar-se por outrem?
Às vezes até pensamos sobre, mas logo apagamos tais ideias da nossa mente, quando imaginamos o sacrifício e a dor que isso nos trará.
Não seguir os ditamos do mundo capitalista, repartir sempre, chorar com os que choram, não ambicionar além do que realmente necessitamos, oferecer a outra face, não responder a afronta. Por mais que tentemos ou queiramos nos iludir, sabemos que estamos muito aquém do verdadeiro justo. Só de pensar, pecamos e a nossa própria essência não almeja tais sentimentos tão: nobres – Pondera.
Quem sou eu
- Amaral Souza De
- Salvador, Bahia, Brazil
- A língua está em mim, me perpassa, faz parte da minha formação como ser social inserido num grupo. Compõe ainda a minha própria formação acadêmica já que resolvi após o primeiro curso superior (Administração), cursar Letras. Essa língua me representa em todos meus conflitos, pois suas características são iguais as minhas, um ser multifacetado, de exterior sóbrio e estático, mas no íntimo um turbilhão em movimento. Assim como um rio congelado que apresenta a sua superfície estática, mas o seu interior está sempre em movimento, num curso perene. Capacidade de adaptação e compreensão com singularidade e regionalidades tolerantes como próprios à língua. Escrever é para mim, como respirar, sinto essa necessidade e é através da escrita como afirmou Aristóteles que transitamos desde o terror até a piedade de nós mesmos e do outro. Esse ofício da escrita nos eleva, nos projeta, nos ressignifica quando tocamos o outro com as nossas palavras, seja no universo ficcional, biográfico ou autobiográfico. Escrever é uma necessidade, escrever é transpirar no papel as nossas leituras.

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