Não
sei o que dizer, não sei o que pensar, apenas sinto, também não sei o que
sinto. Só sinto.
Sinto
falta de algo, há um vazio, olho ao redor e por mais que haja carência de tudo,
sinto que falta muito mais do que minha percepção pode mensurar.
O
abandono da infância, a negligencia da adolescência, a solidão da juventude a
responsabilidade e exigência da vida adulta, tudo converge para um abismo
interior.
Não
espero dádivas da vida, sei que é injusta, justiça só em Deus, isso já dizia
meus pais. Luto contra a realidade não gosto do que vejo, queria poder
alterá-la, igualdade para todos, em tudo, como promete o Socialismo Russo.
O
padre não entendia muito, mas ouvia pacientemente a confissão de Clárice que,
mas parecia um desabafo, a fim de lhe recomendar as orações devidas para
proporcionar-lhe garantia de uma vida melhor no além.


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