Quem sou eu

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Salvador, Bahia, Brazil
A língua está em mim, me perpassa, faz parte da minha formação como ser social inserido num grupo. Compõe ainda a minha própria formação acadêmica já que resolvi após o primeiro curso superior (Administração), cursar Letras. Essa língua me representa em todos meus conflitos, pois suas características são iguais as minhas, um ser multifacetado, de exterior sóbrio e estático, mas no íntimo um turbilhão em movimento. Assim como um rio congelado que apresenta a sua superfície estática, mas o seu interior está sempre em movimento, num curso perene. Capacidade de adaptação e compreensão com singularidade e regionalidades tolerantes como próprios à língua. Escrever é para mim, como respirar, sinto essa necessidade e é através da escrita como afirmou Aristóteles que transitamos desde o terror até a piedade de nós mesmos e do outro. Esse ofício da escrita nos eleva, nos projeta, nos ressignifica quando tocamos o outro com as nossas palavras, seja no universo ficcional, biográfico ou autobiográfico. Escrever é uma necessidade, escrever é transpirar no papel as nossas leituras.

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

MOSAICO




Adelmo, José Augusto, Edgleiton, Fred, Leo, Flávio, Fábio, Victor, Bruno, Freitas, Júnior, Rodolfo, Danilo, Paulo, Rei, anônimos transeuntes, passageiros desconhecidos.
Mosaico. Fragmentos de alma, relacionamentos conturbados, sentimentos vãos, desilusões, tristezas, decepções, dores, amores espúrios, mercantilismo, exploração, despojo espólio.
No peito a eterna condição; a solidão, a busca pela satisfação.
Fora condenado a uma existência solitário, buscava a felicidade nos vários companheiros, porém nenhum deles almejava o mesmo objetivo.
Cada um possuía sua particularidade, é certo, mas o que os tornavam iguais era o descaso para com o sentimento que ele nutria por todos eles.
Amor versus dinheiro, interesse versus sentimento. Assim seguia o ciclo do relacionamento.


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