O trabalho, a faculdade, as tarefas
diárias, tudo lhe ocupava, mas nada lhe preenchia.
Quanto mais atarefado, menos importância
dava às suas demandas interiores.
Anestesiado do seu próprio vazio
passeava a existência num frenético exercício de deveres que interpretava o indizível
do verbo.
Sua identidade era uma mescla de mosaicos, absorvera muitas almas, muitas vontades, muitas histórias.
Não possuía pretenções. Sobrevivia com
um emplastro na alma, um placebo mantinha a sua essência.


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