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A língua está em mim, me perpassa, faz parte da minha formação como ser social inserido num grupo. Compõe ainda a minha própria formação acadêmica já que resolvi após o primeiro curso superior (Administração), cursar Letras. Essa língua me representa em todos meus conflitos, pois suas características são iguais as minhas, um ser multifacetado, de exterior sóbrio e estático, mas no íntimo um turbilhão em movimento. Assim como um rio congelado que apresenta a sua superfície estática, mas o seu interior está sempre em movimento, num curso perene. Capacidade de adaptação e compreensão com singularidade e regionalidades tolerantes como próprios à língua. Escrever é para mim, como respirar, sinto essa necessidade e é através da escrita como afirmou Aristóteles que transitamos desde o terror até a piedade de nós mesmos e do outro. Esse ofício da escrita nos eleva, nos projeta, nos ressignifica quando tocamos o outro com as nossas palavras, seja no universo ficcional, biográfico ou autobiográfico. Escrever é uma necessidade, escrever é transpirar no papel as nossas leituras.

terça-feira, 14 de agosto de 2012

A DIFUSÃO DE PORTUGUÊS ATRAVÉS DAS CONQUISTAS ULTRAMARINAS.



Devido o número de falantes de português figurar em torno de 210 milhões, há uma aspiração por parte dos países lusófonos, de que o português seja reconhecido como uma grande língua de cultura e como a expressão de um conjunto de países que tem características comuns.
Uma das formas de reconhecimento que tem sido buscada através de iniciativas de governos é a adoção do português como uma das línguas oficiais da organização das Nações Unidas (ONU). Porém tais iniciativas não têm resultados significativos- porque a concorrência de línguas como o inglês, o francês e mesmo o espanhol continua forte.
Vale ressaltar que a difusão do português no mundo não foi uniforme, ora os portugueses tentaram colonizar áreas amplas (Brasil, Angola, Moçambique); ora contentaram-se com o domínio militar de posições estratégicas importantes, como Diu e Goa, ora estabeleceram entrepostos comerciais como em Macau.
Em consequência disso temos situações de bilinguismo, multilinguíssimo e crioulização, além da transformação do português numa língua de emigrantes. O bilinguismo e o multilinguíssimo consiste em várias situações em que o português passou a conviver com uma ou mais línguas diferentes, como por exemplo, na costa da África, Índia e Continente Sul-Americano.
Quanto ao processo de crioulização, consiste nos falares que nasceu dos contatos entre línguas européias com línguas nativas de regiões colonizadas.
O primeiro meio de comunicação usado no contato entre colonizadores e colonizados é geralmente um pidgin, que consiste num mecanismo de comunicação bastante precário, no qual se faz um uso rudimentar do vocabulário das duas línguas em contato e a gramatica é quase nula. Os pidgins funcionam em contextos muito específicos, por exemplo, a troca de mercadorias nos mercados das cidades colonizadas.
Ao passar pelo processo espontâneo de construção de uma gramática, o pidgin dá origem a um crioulo (crioulização).
Ao fenômeno da crioulização costuma-se opor o da descrioulização que consiste no fato de que a gramática do crioulo passa ser remodelada por influência de uma das duas línguas que participaram de sua formação, a exemplo do caribe em que os crioulos de base espanhola sofreram em seguida uma forte influência do espanhol europeu.
Sobre o português como língua de emigrantes podemos observar que imigrante que fala a língua do país tende a fazê-lo da maneira diferente dos nativos, e tende a incorporar em sua língua materna elementos da língua circunstante, caracterizada como traição à cultura de origem.
Em geral, proteger a cultura e a língua do imigrante não é objetivo prioritário dos países hospedeiros, mas no caso do português tem havido exceções, em certo momento, o português foi uma das línguas estrangeiras mais estudadas na França, Canadá e Estados Unidos.

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