Tenho
muitos contatos, nenhum me procura. Tenho uma ansiedade sem cura. Sinto o abandono,
transpiro solidão. Ando sozinho, exalo insatisfação.
Tenho
o coração repudiado, o corpo estigmatizado, sou epígono do descaso.
Fui concebido
na roda dos desvalidos, não conheço afeto. Olvidado diante de uma porta,
recepcionado pela hipocrisia religiosa, cresci por amavios envenenado.
Anatematizo
a moral, a ordem os padrões. Objetivo a estética, a verdadeira aparência do
ser, a imagem da alma.


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