A mulher do marinheiro, achava tê-lo por inteiro até que num dado momento se deparou com o seu tormento, ser trocada por outro. Na verdade não houve troca, se o fuzileiro mantinha relação com os dois, cada um a seu tempo e de um jeito. Ela tomada pela ira, ao descobrir a traição, liga para o amante do seu marido e exige que ele pare de ligar. O amante sabendo do sentimento que nutria pelo marinheiro e não querendo prejudicá-lo, responde à mulher furiosa: com certeza trata-se de um equivoco! Pondo um fim ao relacionamento de anos.
Quem sou eu
- Amaral Souza De
- Salvador, Bahia, Brazil
- A língua está em mim, me perpassa, faz parte da minha formação como ser social inserido num grupo. Compõe ainda a minha própria formação acadêmica já que resolvi após o primeiro curso superior (Administração), cursar Letras. Essa língua me representa em todos meus conflitos, pois suas características são iguais as minhas, um ser multifacetado, de exterior sóbrio e estático, mas no íntimo um turbilhão em movimento. Assim como um rio congelado que apresenta a sua superfície estática, mas o seu interior está sempre em movimento, num curso perene. Capacidade de adaptação e compreensão com singularidade e regionalidades tolerantes como próprios à língua. Escrever é para mim, como respirar, sinto essa necessidade e é através da escrita como afirmou Aristóteles que transitamos desde o terror até a piedade de nós mesmos e do outro. Esse ofício da escrita nos eleva, nos projeta, nos ressignifica quando tocamos o outro com as nossas palavras, seja no universo ficcional, biográfico ou autobiográfico. Escrever é uma necessidade, escrever é transpirar no papel as nossas leituras.

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