Quem sou eu

Minha foto
Salvador, Bahia, Brazil
A língua está em mim, me perpassa, faz parte da minha formação como ser social inserido num grupo. Compõe ainda a minha própria formação acadêmica já que resolvi após o primeiro curso superior (Administração), cursar Letras. Essa língua me representa em todos meus conflitos, pois suas características são iguais as minhas, um ser multifacetado, de exterior sóbrio e estático, mas no íntimo um turbilhão em movimento. Assim como um rio congelado que apresenta a sua superfície estática, mas o seu interior está sempre em movimento, num curso perene. Capacidade de adaptação e compreensão com singularidade e regionalidades tolerantes como próprios à língua. Escrever é para mim, como respirar, sinto essa necessidade e é através da escrita como afirmou Aristóteles que transitamos desde o terror até a piedade de nós mesmos e do outro. Esse ofício da escrita nos eleva, nos projeta, nos ressignifica quando tocamos o outro com as nossas palavras, seja no universo ficcional, biográfico ou autobiográfico. Escrever é uma necessidade, escrever é transpirar no papel as nossas leituras.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Queer





Inocência. A vida lhe batizara com a ingenuidade. Não compreendia o ser humano nem se esforçava para tal.

Por que todos pensam o mesmo sobre os homossexuais? Que são efeminados, que querem ser mulher, ou se submeteriam a uma mesa cirúrgica para mudarem o sexo? O homossexual é antes de tudo um (ser de identidade) forte.

Inocência assim pensava por não ter conhecimento, não lera Santiago: o Homossexual Astucioso. Sofrera a endogenia escolar, não está apta para o convívio social, não aprendera a tolerância.

Pobre Inocência, não sabe que o homossexual reúne em si o melhor do homem e da mulher.

Nenhum comentário:

Postar um comentário